quinta-feira, 26 de abril de 2012

Amorados de Início

“A distância faz ao amor aquilo que o vento faz ao fogo: apaga o pequeno, inflama o grande.”, Roger Bussy-Rabutin

Por Onde Andei by Nando Reis on Grooveshark
O que falar sobre amores assim, de início? De primeira pessoa? De primeira, em duas pessoas? Como todo amor ele precisa ser cultivado. Os vícios e amores passados nos trouxeram até este amor, novo em folha. Mas todo amor (de início, meio e fim) tem seus clichês. O medo é um deles. Fato.

Todo amor precisa de histórias. O que fazer com os amores de início, ainda sem muitas histórias? É preciso criá-las, projetá-las no futuro ou na próxima semana. Sem compromisso. Amores de início tem uma urgência, códigos e brincadeiras que só o “nós” é capaz de entender.  Só o “nós” é capaz de entender esse texto e nossos planos de dominação global. Confesso: Eu nem me importo em dominar o mundo. Era só um primeiro pretexto para ter algo o que fazer junto de você. Uma forma primitiva de dizer: - Gosto de estar com você. Quero você perto de mim.

Amores de início não precisam de certezas, apenas movimentos. Te ver andando pela vida, meio perdida, mas sempre você, pra mim basta. É assim que o encanto surgiu: cabeça baixa, saia floral e um sorriso tímido. Você tão solta, tão leve, andando em passos trinta e seis com unhas francesinhas.

Amores de início precisam de canções, muitas canções, até que encontremos a nossa canção. Alguma sugestão meu anjo? Temos tanto a dizer, que elas complementam o que não tive tempo de dizer. Minha boca estava tão entretida com a sua que achei irrelevante. Eu preciso te contar que pra você guardei um amor que sempre quis mostrar, o amor que vive em mim. Hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua, qualquer frase exagerada (palhaçada também) que me faça sentir alegria em estar vivo. Na verdade eu preciso de você com qualquer humor (na TPM é bem melhor), com qualquer sorriso. Enquanto isso... Sigo palavras, busco estrelas e me pergunto: O que o mundo fez pra você rir assim? Concluo: Pra não tocá-la, melhor nem vê-la.


“Não sei se é apego, ou porque minha vontade de saber o que você vai me aprontar amanhã nunca cessa. Tem sempre algo que a gente sonhou fazer juntos e não quer deixar inacabado.”, Gabito Nunes
O tempo é curto, principalmente em amores de início. Quando eu dominar o mundo prometo que todo amor de início, devidamente atestado e sincero, terá tempo ilimitado. Um botão que quando apertado, as frases: “Tenho que ir...”, “Vamos embora...” e “Está na minha hora...” deixarão de existir. Amorados de início não irão se importar com isso. Vão até nos agradecer. Concorda? Somos só mais um casal estranho. Entretidos em nossas brincadeiras bobas e boas. Somos todos estranhamente cúmplices.

Amores de início precisam de presença, de pistas e rascunhos. Precisam também de P.S e SMS ilimitados. Existe sempre algo que faltou ser dito. Culpa sua que me deixa distraído, principalmente quando está no meu colo (de saia, short ou algum decote também). É muita responsabilidade ter um mundo inteiro no colo da gente, mesmo que ele te olhe da forma mais pura, doce e linda. É nessa hora que sempre respiramos fundo, fechamos os olhos e entramos um no mundo do outro.

Drummond tinha toda razão: O amor, por maior que seja, sempre cabe no breve espaço de beijar.

P.S: Baseado em fatos reais. Nossas fotos ficariam mais bonitas neste post.